ANTES DA PRIMAVERA

O que parecia uma noite agradável de início de primavera se tornou, repentinamente, numa desagradável ventania que fazia mover em ondas o forrinho de PVC  improvisado da cobertura.  Juliana teve que se retirar com seu livro rapidamente.

Já no aconchego do quarto ouvia a chuva grossa e barulhenta acompanhada do vento uivando. Isso terminara com seu intuito de ler ao relento, respirando o ar puro da noite daquele final de outubro…  Ar puro da noite…! Seu marido sempre ria quando ela assim se referia! À noite o ar não é puro, dizia ele, as plantas estão largando a todo vapor seu gás carbônico. Ela sempre gostou tanto do ar da noite, apesar de não ser uma mulher da noite. Desconfia que gosta de gás carbônico…

A mudança do tempo fez ruir seus planos. Teria que ler no quarto o que parecia bem prazeroso e agradável ao som da chuvarada. Mas não. Desceu e foi escrever o fato.

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3 comentários sobre “ANTES DA PRIMAVERA

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