VOANDO

EU ESTOU AQUI!  Pensamos.  Às vezes até mesmo verbalizamos…

…quando na iminência  de voar pela primeira vez! Encantados com todos os procedimentos para tal locomoção, antigamente elitizada. Tudo é novo. Interessante para nós, “marinheiros de primeira viagem” é que, para os que estão a nossa volta, tudo é tão indiferente. O check in, a chamada pelo sistema de som informando o voo que chega,  o voo que sai. Sistema que chama o nome por extenso do  atrasado, que corre até o portão de embarque, expondo-se aos olhares dos que esperam serenamente seu horário. Sempre tem um. Atrasado. Meu pai sempre diz: – Tá com pressa, sai mais cedo. E quando este primeiro voo é internacional, então! Ah, passar pela alfândega… Sem nada dever, claro, até porque os neófitos em voar não arriscam serem barrados. Decolar é uma delícia, para alguns, sentar à janela é preferência, para outros é muito “novidade” ao mesmo tempo!  Aliás, deveriam ter prioridade nestes assentos os que voam pela primeira vez… A aceleração, o grudar na poltrona, por conta da velocidade exigida para alçar voo.  Ultrapassar as nuvens? Quase uma aventura estar acima delas, um maravilhoso mundo novo de algodão. E em dias de “céu de brigadeiro”, a angústia de querer identificar que cidade, que campos, que estradas são aquelas vistas tão pequeninas lá do alto. Nós aqui do Sul queremos identificar a BR 290, Freeway para nós, autoestrada que liga Porto Alegre ao litoral gaúcho e emenda na BR 101, ou avistar do alto nossas belíssimas cidades na Serra Gramado e Canela.   O vai e vem dos comissários de bordo, a curiosidade de ver a cabine de onde sai aquela voz que nos informa o tempo e condições do voo. Aterrissar… Aiiiii. A desaceleração nas alturas, a aproximação do solo, o toque na pista tão suave quanto possível diante daquele monstruoso peso tocando o solo. Sons que vamos aprendendo a reconhecer. E a freada?! Assustadora para a primeira aterrissagem de qualquer um. Ou tememos em todas as demais? Parece que o freio não vai dar conta de segurar o monstro. E a pista, naquele momento, sempre nos parece insuficiente. Pois foi vivendo tudo isso que Ciro e Lina chegaram a Paris!!! (Ler em Contos Sem Nó – SURPRESA)

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